O último dia deste SPFW começou no shopping Iguatemi com o desfile de Gloria Coelho. Com um universo nada convencional de inspirações, a estilista foi buscar referências nos personagens do Pokémon, que fizeram parte da infância do seu filho, o também estilista Pedro Lourenço. O resultado foi uma coleção menos arquitetônica do que as anteriores e um pouco mais leve, ainda que os principais materiais sejam a lã e o couro. Entre os destaques, os vestidos de veludo pretos com babados arrematados por finas tiras de couro e a série de peças de couro nude.
De volta à Bienal, João Pimenta, em sua segunda participação na semana de moda paulistana, apresentou um inverno inspirado nas formas dos hábitos litúrgicos. Os sobretudos e casacos, versões “fashion” das clássicas batinas, e a alfaiataria em lã merecem destaque, assim como os maxitricôs de pontos largos. As saias masculinas de tecido plissado e os veludos com bordados de brasões, apesar de interessantes, devem ficar restritos aos clientes mais ousados da marca.
Para sua coleção masculina, Alexandre Herchcovitch partiu da mesma referência que sua coleção feminina: os desastres naturais. Só que, desta vez, o foco foi a ideia da sobrevivência humana nestas condições. O resultado é uma espécie de alarme: jaquetas e calças prateadas, inspiradas em roupas para proteção conta o fogo, máscaras e óculos escuros, além de peças com referência da indumentária industrial.
Em sua segunda participação no SPFW (assim como João Pimenta), Fernanda Yamamoto deu sequência ao trabalho com técnicas artesanais que realizou no verão 2011. Do Japão, a estilista trouxe alguns tecidos e a técnica washi-ê, que permite a fusão das fibras do papel com uma trama de linhas ou lã, efeito que pode ser visto no vestido preto com detalhes em verde fluo. Menos experimental, pantalonas bem cortadas de cintura alta e recortes nas laterais aparecem como boas opções para as consumidoras mais conservadoras.
Já André Lima partiu de conceitos mil, que podem encher uma página inteira, para o seu inverno 2011. Mas desses, um se destaca: mais é mais. Vestidos glamourosos com texturas e cores vibrantes – pense em rosa-shocking + preto, verde esmeralda + roxo ou laranja bem aceso. Uma festa onírica em que o dresscode diz: dois mil e ouse.
Fechando o dia e a temporada de inverno 2011 do SPFW, a Cavalera preparou uma surpresa e armou um desfile literalmente embaixo d’água, na entrada do prédio da Bienal. As peças vieram repletas de símbolos nacionais, como o brasão de armas e a bandeira do Brasil. O jeans, ponto forte da marca, veio rasgado com aspecto desgastado em calças, shorts, macacões e macaquinhos. Jaquetas de couro, ponchos e tricôs foram outros destaques da coleção.



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