A temporada internacional segue essencialmente bucólica. Depois da flora – as estampas florais, tendência de Milão que chegou também a Paris – e das frutas – Prada e Stella McCartney foram algumas das que investiram nas padronagens com desenhos de frutas –, a natureza volta a desbancar o concreto das passarelas francesas. Sarah Burton, em sua aguardada estreia como estilista oficial da Alexander McQueen (posto que lhe foi concedido em junho, após a morte do designer britânico) trouxe para o verão 2011 uma camponesa. Mas uma camponesa mcqueeniana. Por isso, esqueça a imagem romântica da mulher no campo com vestidos claros e fluidos até os pés, e uma cesta de vime na mão. Sarah aproveitou algumas formas do verão 2010 de McQueen – que, coincidentemente, também tratava a natureza: o fundo do mar –, como a do vestido durinho e fechado no pescoço com os quadris arredondados, e manteve-se fiel ao estilo do estilista, como havia prometido. Mas mostrou também que aprendeu com seu mentor e criou lindos e opulentos vestidos com mil camadas de tule manchadas, saias enormes com plumas ou penas e um mix lindo de ráfia e dourado, que deixaram a passarela com clima de floresta encantada. Entre as árvores e arbustos, a protagonista da coleção: a borboleta, que aparece enfeitando a sandália, uma gola ou diversas delicadamente unidas construindo um vestido que parece ter sido feito no corpo da modelo. Mas o melhor momento é quando suas asas, inúmeras delas, todas coladas abertas dão o acabamento do vestido curto e estruturado. Sarah Burton pode respirar aliviada e bater suas asas pelo universo mágico deixado por McQueen.


































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